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ARTIGOS

/images/noticias/Pfuka Alcina de Beni Dya Mbaxi e censurado.jpg

Documentário “Pfuka, Alcina” de Beni Dya Mbaxi é censurado em Moçambique e Angola

Fonte Lea.co.ao Data 2025-08-15 20:06:35

Produção que retrata a história de uma jovem estilista moçambicana vítima de violência pós-eleitoral será lançada no YouTube após impedimentos em salas de cinema.

https://www.lea.co.ao/images/noticias/Fim de Uma Era com Luis Fernandes.jpg

O fim de uma era - Luís Fernandes deixa o Volume 10 após 27 anos.

Fonte Lea.co.ao Data 2022-07-31 08:40:07

Luís Fernandes anunciou ontem, 29 de julho, no seu canal do Facebook, que não fará mais parte do programa radiofônico Volume 10, programa que co-fundou e do qual fez parte por 27 anos.

/images/noticias/morre-a-escritora-e-poetisa-angolana-bel-neto.jpg

Morre a escritora e poetisa angolana Bel Neto aos 40 anos

Fonte Lea.co.ao Data 2026-03-19 02:38:32

Autora deixa um legado literário marcado pela sensibilidade, coragem e defesa das vozes femininas

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 Dário de Melo 0

Natural de Benguela, Dário de Melo foi professor, inspector escolar, radialista, gerente agro - pecuário, funcionário do Ministério angolano da Informação, editor, cronista e escritor. Como se diz: é um pouco de tudo e, possivelmente, nada de coisa alguma. Da sua vida faz o seguinte balanço(também já foi guarda livros):

“Com 67 anos de idade, embora se desgaste, é velho. Como não tem dinheiro, embora se lastime, é pobre. Sem emprego fixo, embora se compadeça, está tecnicamente desempregado.”

“Mas o certo é que havia o outro - o rei preto. Tudo o resto, desde o filho de Deus, até mesmo o próprio Heródes, ao Judas, a Pilatos, eram brancos. E quando a gente se punha a esfregar as mãos de contentamento(que afinal, não era nosso o pecado de o ter morto, vinha o padre logo ali a explicar: que não fora um povo, uma raça que matara Cristo. Mas todos os povos e todas as raças, todos os homens e todas as mulheres, antes e depois de Cristo, nascidas e por nascer. Sendo assim, ficara unicamente a que glória do rei preto: entrara no presépio por um lado e logo a seguir desaparecera, no esquecimento do Evangelho. Regressara às profundezas incivilizadas do mato? Esquecera o manto e a realeza? Trocara o esplendor e a glória pela tanga? (Ele ouvira um caso, contado não sei por quem, que era a história de um preto médico que quando chegava a casa tirava o fato e punha a tanga, comia com as mãos e dormia no chão numa esteira...”

Como Jornalista, Dário de Melo tem trabalhos dispersos e foi director da Voz do Bié em 1972, em 1983 dirigiu a Tveja, Revista da Televisão Publica de Angola, fundada por Rui de Carvalho. No ano de 1991 foi director do Jornal de Angola, posteriormente passa para o Correio da Semana, semanário económico que fundou com Manuel Díonisio. No ano de 1992, após assassinato no Huambo dos fundadores do jornal “Jango”, assume a direcção daquele jornal.

Como escritor, tem editado para crianças e jovens, tem dezoito títulos, o último dos quais , “As sete vidas de um gato”, foi prémio PALOP 98 de Literatura infantil do fundo bibliográfico de Língua Portuguesa.

Publicou ainda um livro de poesia, “Onda Dormida”, e tem no prelo um volume de crónicas que ficarão disponíveis na Internet.

Para Adriano Vasconcelos, poeta, editor e empresário, a escrita de Dário de Melo "Prende-nos pela elegância e plasticidade, tem em grande dose o detalhe que nos oferece a efervecência da vida. Eu que tenho um medo atroz de viajar de avião, pude nesse estado de tensão e ansiedade, como quem necessita de uma bóia para não se naufragar, tive o gosto de ler e reler o conto intitulado "o Bigode". Recortei o conto editado na revista da Taag, com muito orgulho falei para os meus botões: é um grande conto que pode enriquecer o imaginário de qualquer País".

"Pegou na fotografia e saiu da penumbra do quarto para a sala. Abriu as cortinas. Echarcou-se de claridade we reparou: "...são espantosamente parecidos. Só lhe falta o bigode." Meteu a moldura na pasta, sem saber bem porquê e foi sentar-se à mesa. A mulher veio da cozinha, com aquele ar cheio de cuidados que tomava de manhã, sempre que se zangavam. "Mas afinal eles tinham-se zangado? E porquê?" Deu um bom dia seco e distraído: sabia que a mulher ficaria a pensar que ele ainda continuava magoado..."

Extracto do conto "O Bigode", in Revista da Taag, Setembro 2002.

Dário de Melo, tem últimamente sido chamado para apresentar os livros que têm marcado a vida editorial de Luanda, é membro fundador da UEA, e, actualmente, exerce o cargo de Presidente da Assembleia Geral da União dos Escritores Angolanos (UEA), e o seu mandato corresponde ao biénio - 1992/1994). Fonte:ueangola.com

Dário de Melo
 Bolondo 0

Papino Simão Mbongo, conhecido por Bolondo, nasceu a 9 de Maio de 1990, em Maquela do Zombo. Foi durante os seus anos de formação que a centelha de paixão pelas artes visuais se acendeu dentro dele, colocando-o numa notável jornada artística.

No início da adolescência, Bolondo dedicou-se de todo o coração ao mundo da arte, começando pelo intrincado ofício de desenhar e pintar histórias em quadrinhos. Notavelmente, aos 12 anos já dominava esta forma de arte, demonstrando o seu talento e dedicação inatos.

Tal como muitos dos seus compatriotas, a juventude de Bolondo foi moldada pelo cenário tumultuado da guerra civil angolana. A sua família procurou refúgio na República Democrática do Congo, onde passou parte significativa dos seus anos de formação. Foi nessa época que o espírito artístico de Bolondo continuou a florescer.

Em 2005, Bolondo alcançou um marco significativo ao obter a sua licenciatura em pintura pela renomada Académie des Beaux-Arts de Kinshasa. Seguindo suas atividades acadêmicas, ele embarcou em uma jornada cativante trabalhando em uma oficina de pintura. Esta experiência fundamental serviu de cadinho para o seu crescimento artístico, nutrindo o seu talento e expandindo os seus horizontes.

Dentro da oficina, a proeza artística de Bolondo floresceu, cativando os corações e mentes da diversificada clientela que encontrou suas criações. Suas obras distintas deixaram uma impressão indelével, estabelecendo conexões e provocando conversas através da arte.

Hoje, Bolondo se destaca no mundo da arte contemporânea, ostentando um impressionante portfólio de exposições individuais e coletivas. A sua pegada artística estende-se não só pela sua Angola natal, mas também transcende as fronteiras internacionais, uma vez que o seu trabalho encontrou ressonância e apreciação à escala global.

Papino Simão Mbongo, o artista conhecido como Bolondo, entrelaçou as suas experiências de vida, o seu património cultural e a sua criatividade sem limites numa tapeçaria de arte que convida os espectadores a um mundo onde a imaginação não conhece limites. A sua viagem de Maquela do Zombo ao palco mundial continua a inspirar e cativar todos os que têm o privilégio de conhecer a sua arte.

Fontes:Afrikanizm.com

Bolondo
 Kizua Gourgel 1

Kizua Gourgel é um renomado músico-compositor, produtor musical, ator e escritor de programas de TV angolano. Nascido em Luanda, Kizua é filho de Beto Gourgel, uma figura icônica da arte angolana, e Eila, uma finlandesa. O casal formou um famoso dueto musical na década de 1970, dedicando-se à canção de intervenção. Desde muito jovem, Kizua mostrou talento para a música, começando a cantar aos 4 anos músicas compostas pelos pais.

Com apenas 5 anos, integrou o coral infantil “Os Patinhos”, dirigido por Rosa Pegado, que mais tarde evoluiu para o grupo “As Gingas do Maculusso”, onde permaneceu até os 26 anos. Sua carreira artística foi marcada por diversas conquistas, incluindo a vitória no Festival da Canção LAC, em 2002, com a canção “Tetembwayamwenhuuami”, uma homenagem ao irmão falecido e título do seu primeiro álbum.

Ao longo de sua trajetória, Kizua explorou diversos estilos musicais, incluindo jazz, rock, reggae, semba, kizomba e trova. Ele integrou o lendário grupo de rock Metal Tomb como guitarrista e vocalista, e também trabalhou com vários artistas angolanos, marcando presença na cena musical local e internacional.

Entre suas músicas mais memoráveis estão “Depois do Fim” e “Negra da Carapinha Dura”, que solidificaram seu lugar no cenário musical angolano. Seu álbum “Kizuísmo”, gravado entre Angola, Portugal e Brasil em 2007, é uma obra que demonstra sua versatilidade e inovação.

Além disso, Kizua venceu prêmios como o Top Rádio Luanda de Balada do Ano com “Depois do Fim”, em 2007, e participou no Festival de Jazz de Luanda, em 2011. Ele representou Angola em diversos países, como Portugal, China, Egito, Índia, Tunísia e Brasil, sendo um verdadeiro embaixador da cultura angolana.

Em 1994, Kizua retornou a Luanda, após ter vivido em Portugal. Desde então, tem se dedicado a enriquecer a música angolana e internacional. Participou do espetáculo “Intimista” no Centro Cultural Português, onde interpretou clássicos da música angolana, africana e internacional em uma apresentação que destacou sua habilidade vocal e talento com o violão.

Kizua Gourgel continua sendo uma figura de destaque no panorama cultural angolano, sempre buscando inovar e promover a música de sua terra natal. Com oito participações discográficas, ele segue trabalhando em novos projetos, consolidando seu legado artístico e inspirando gerações.

Kizua Gourgel

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