Nascido a 18 de Agosto, Cláudio Madaleno da Cruz Sala, artisticamente conhecido como CMC, filho de um Técnico Sénior de Telecomunicações e de uma Técnica de Som e Jornalista, iniciou a sua jornada artística como grafiteiro em Luanda, entre 1996 e 1999. Durante esse período, conciliava os estudos com a paixão pelo desenho, integrando o grupo Traços-Livres no bairro Rangel, onde aprimorou suas habilidades artísticas. Um dos seus trabalhos mais destacados foi o postal dos SSP, pintado em azulejo com aquarela.
CMC participou da Expo-Angola na FILDA em 1999, apresentando quadros feitos em azulejo e mosaico, atraindo a atenção do programa Nação Coragem após uma homenagem em forma de pintura, que lhe rendeu um Certificado de Participação e um Diploma de Mérito, por ter sido o expositor mais jovem do evento.
TRAJECTÓRIA NO HIP HOP
Em 1999, iniciou as suas experiências como MC, com participação de rixas de freestyle, embora enfrentasse adversários com maior domínio técnico. Paralelamente, actuava como radialista no programa infantil Rádio Pió da RNA, aprimorando a sua visão cultural.
Em 2001, mudou-se para Benguela para dar continuidade aos estudos e ingressou na rede infantil da RNA, onde criou o programa juvenil Onda Média. Com foco na divulgação do rap e da cultura Hip Hop, o programa esteve no ar por quatro anos, sendo transmitido aos sábados das 18h às 20h. Ainda nesse ano, cofundou o grupo Margem Sul, mas deixou a formação devido a diferenças criativas.
Nessa fase, fundou a sua produtora Tinta Preta ProduSons, produzindo instrumentais e ensaiando letras. Durante as férias em Luanda, participou de eventos de hip hop no Elinga Teatro organizados pelas produtoras Masta K e Raiva ProduSons. Gravou a sua primeira participação em colectâneas lançadas pela Masta K, alcançando o volume IV.
CARREIRA MUSICAL E PRODUÇÃO
Em 2004, já em Luanda, começou a trabalhar no seu álbum de estreia, Original e Konsciente, lançado apenas em França pela editora Mwangolé Ride.
Em 2005, juntou-se a Edson para criar um estúdio que evoluiu em estrutura, resultando na mudança do nome da produtora para Black Ink Entertainment.
Em 2007, lançou o álbum Klonagem, apresentado oficialmente no Cine Atlântico.
Ao longo dos anos, CMC colaborou com diversos artistas, produziu música e promoveu eventos. Durante uma estadia de quase três anos na Namíbia, destacou-se como radialista na Fresh FM 102.9, produtor e promotor de eventos musicais.
DISCOGRAFIA E LEGADO
Até 2018, CMC lançou 13 projectos oficiais, incluindo 11 mixtapes e 3 álbuns: Original e Konsciente (2005), Klonagem (2007) e Gêmeos (2015). Após um hiato de quatro anos, surpreendeu os fãs com a EP Elefante Negro (2022), marcando uma fase mais reflexiva, com foco na preservação de seu legado artístico.
2025 é marcado pelos singles "Lelo Kizua", "Na Zona" e "Legado", este último que conta com a participação de sua mãe Elisa Coelho (ANTONICA) e que marca uma etapa de renovação artística e identitária do artista, firmando o compromisso da representação e promoção de valores culturais e ancestralidade. Todos eles são responsabilidade da Ceezzy Music e VIBE Ent., sob distribuição da BLG.
Casado e dedicado à sua família, é empreendedor na área de gestão, consultor de negócios pela Cruz Sala Empreendimento, Lda, especialista em marketing, mentor em comunicação comercial, fundador do projecto Mentoria Vocacional Angola e coordenador geral da Vibe Ent (agência de comunicação e marketing, produtora e distribuidora), além de ser quadro da Rádio Nacional de Angola como sonoplasta e locutor.
TRAJECTÓRIA PELA RÁDIO
À nível da produção radiofónica, teve destaque pela Fresh 92.6 FM (Windhoek) com os programas "Friday Night" e "CMC Fresh Show", Rádio Kairós 98.3 FM com o programa "Nação Hip Hop", Rádio Viana 92.7 FM com o programas "Hora do MIXEIRO", "Sunguilar" e "FEEDBACK". Actualmente é uma das apostas da Rádio Luanda 99.9 FM, para programas de entretenimento como "Kialumingo", "Viva à Noite", "Tarde Viva", "De Volta para Casa", "Sábado Azul" e "Agitação Musical".