Mônica Abrantes ganhou espaço e conquistou o público com músicas de inspiração clássica, marcadas por mensagens de paz e sensibilidade artística. Natural do Lubango e residente no bairro do Maculusso, em Luanda, dedicou-se à música desde muito cedo, iniciando o seu percurso artístico ainda na infância.
Ao longo dessa fase inicial da carreira, disponibilizou três faixas musicais no mercado, com destaque para o tema “Não Há Razões”, que contribuiu para a projeção do seu nome junto do público. Paralelamente, trabalhou na divulgação de novas canções e anunciou o lançamento de outros temas, demonstrando consistência e dedicação ao seu percurso musical.
Primogénita de cinco irmãos, Mônica Abrantes afirmou-se como uma artista sonhadora e versátil, explorando diferentes estilos musicais, entre os quais o Zouk, R&B e Afro-Jazz. Em entrevistas concedidas na época, revelou que a sua principal motivação foram sempre os pais, que a apoiaram desde o início, mesmo quando, nos primeiros tempos, sentia alguma resistência em ser filmada. Com o passar do tempo e o fortalecimento da sua paixão pela música, foi ganhando confiança e maturidade artística.
A sua carreira ganhou maior visibilidade após a participação no Unitel Festa da Música 2021, um dos maiores eventos musicais de Angola. Essa presença representou um ponto de viragem, levando o público a procurar as suas músicas nas plataformas digitais e despertando maior atenção por parte da indústria musical.
Integrante da produtora Milionário Records, Mônica Abrantes viveu um período de maior atividade artística, com o regresso aos palcos e o envolvimento em novos projetos. Lançou os temas “Não Há Razões”, “Ngassakidila” e “Sol”, canções que evidenciaram a sua identidade musical e evolução interpretativa, mesmo encontrando-se numa fase inicial do seu percurso.
Nesse contexto, preparou também o lançamento de um EP, que contou com a participação da sua colega de produtora Bu Cherry, reforçando a aposta em colaborações e na consolidação do seu espaço no panorama musical angolano. Demonstrou ainda profundo respeito pela herança musical do país, interpretando obras de artistas como André Mingas, Toty Sa’Med e Rui Mingas, além de referências internacionais.
Ao longo do seu percurso, Mônica Abrantes manifestou o desejo de ver a sua música amplamente reconhecida e cantada pelo público. Esteve envolvida na gravação de temas inéditos e na revisitação de clássicos da música angolana, como “Mufete”, de André Mingas, mantendo-se fiel ao propósito de cantar com verdade, emoção e identidade.