Noites de luar no Morro da Maianga.
Anda no ar uma canção de roda:
"Banana podre não tem fortuna
Fru-tá-tá, fru-tá-tá..."
Moças namorando nos quintais de madeira
Velhas falando conversas antigas
Sentadas na esteira
Homens embebedando-se nas tabernas
E os emigrados das ilhas...
— Os emigrados das ilhas
Com o sal do mar nos cabelos
Os emigrados das ilhas
Que falam de bruxedos e sereias
E tocam violão
E puxam faca nas brigas...
O ingenuidade das canções infantis
Ó namoros de moças sem cuidado
Ó histórias de velhas
Ó mistérios dos homens
—Vida!:
Proletários esquecendo-se nas tascas
Emigrantes que puxam faca nas brigas
E os sons do violão
E os cânticos da Missão
Os homens
Os homens
As tragédias dos homens!
Sempre disse aos meus, «acredite no seu potencial e naquilo que és capaz, força, coragem, e nunca desista, o caminho é para frente», simples motivação que acho uma vida em cada palavra dita,...
I A poesia paira por aí, no silêncio d'um novo amanhecer, na euforia encantante dos passarinhos, no cheiro da terra, nas gargalhadas dos galhos. A poesia paira por aí, no sorriso d'um bom dia,...
Congo… Ho, Congo… Congo, tu, filha antiga de África. Quem te disse que não podes ser linda? Que não podes vestir-te de luz, pintar o rosto de esperança, calçar saltos que elevem a...
Andei descalço sobre o mal caminhei longas distâncias para alcançar as montanhas e para poder ver os icebergs neles fiz marcantes pinturas com água salgada indelével neles fiz imensas...
Pesada é a bagagem do viajante que vai do não existir ao existir e do existir ao não existir Enquanto me dura essa viagem que outros me doaram como herança ...
São diferentes hoje os olhos com que te abraço a cintura azul Ó mar diferentes também as nossas posturas ontológicas. Hoje sou eu que te tenho ...